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terça-feira, outubro 23, 2007

Classicando : Sobre Meninos e Lobos


- Uma obra prima de Clint Eastwood -





Sobre Meninos e Lobos (Mystic River, 2003) * * * * * ST'ART RECOMENDA







São poucos os diretores que tem a habilidade de contar perfeitamente uma história. Dos da nova geração eu incluiria Spielberg, Shyamalan e Cameron (com certeza estou esquecendo outros, perdoem-me). Filmes como "O Sexto Sentido", "E.T." e "Titanic" não é qualquer um que consegue fazer o que eles fizeram. Outro grande diretor que já provou ter uma grande habilidade em contar belas histórias é Clint Eastwood. Renomado ator dos anos 60, 70 e 80, Eastwood estreou como diretor em "O Cavaleiro Solitário" de 1985. Sete anos depois disso, dirigiu e protagonizou o filme que lhe daria seu primeiro Oscar: "Os Imperdoáveis". Após isso comandou "As Pontes de Madison", "Meia Noite no Jardim do Bem e do Mal" e "Cowboys do Espaço". O destaque desses filmes não foi tão grande quanto "Os Imperdoáveis", porém foram poucos os críticos que reprovaram as novas investidas do eterno Dirty Harry na cadeira de direção.


Em 2003, Clint realizaria o que muitos até hoje consideram seu melhor filme (eu considero). Adaptado do livro de Dennis Lehane, "Sobre Meninos e Lobos" conta história de três amigos de infância. Dave (Tim Robbins), Jimmy (Sean Penn) e Sean (Kevin Bacon) moram na mesma rua e são amigos dos tempos de criança, porém um acontecimento muda drásticamente a amizade dos três. Anos depois, eles voltam a se encontrar devido a outra tragédia, a morte da filha de uma deles. A partir daí a estória se desenrola com perfeição e uma profundidade pouco vista nas telas de cinema.





Apesar da ótima direção e roteiro, a força do filme está definitivamente no seu elenco. Não existe sequer um ator no filme que não transmita exatamente o que o filme demanda nas cenas. O trio principal do filme está simplismente impecável. Sean Penn, que recebeu o Oscar pelo papel, está soberbo. A amargura do ái que acaba de perder a filha, o desespero que tentar fazer justiça com as próprias mãos e a recaída por uma passado ainda recente, são algumas das facetas do personagem que Penn consegue reproduzir perfeitamente, mostrando uma performance que com certeza ficou na história. A cena em que mais de 5 policiais têm que segurá-lo é angustiante de tão bem representada. Tim Robbins (vencedor do Oscar, ator coadjuvante) é controlado e acerta na dose para compôr o problemático Dave; assim como Kevin Bacon que alcança a melhor performance de sua carreira na pele de Sean Devine, um policial perturbado pelo desaparecimento da esposa e do filho. Ainda temos Marcia Gay Harden (indicada ao Oscar), Laurence Fishburne e Laura Linney no elenco do filme.


A direção de Eastwood mostra o ápice de um cineasta que já havia conseguido um grande trabalho com "Os Imperdoáveis". Sem exagerar na trilha sonora, controlando as reações dos atores e uma sequência final belíssima, Eastwood tranforma "Sobre Meninos e Lobos" na sua maior obra prima.


Porém, esse filme é muito mais que uma produção muito bem acabada, realizada e distribuida. "Sobre Meninos e Lobos" mostra que certas escolhas são inevitáveis. Os caminhos, por mais que sejam tortuosos, sempre levam para um memso destino. Veja por exemplo Jimmy; apesar da vida de marginal que teve na juventude, conseguiu se reerguer e formar uma família, virar um comerciante comum e frequentava a igreja todos os fins de semana. Porém numa tragédia familiar, tudo que o passado escondeu, aflorece de uma hora para outra (Sean Penn nos mostra bem isso, na cena em que ele percebe que é sua filha que morreu). Dave também conseguiu uma vida normal. Mesmo com o trauma de infância, parece que ele tem uma vida comum, com seu filho e esposa. Tudo também muda com a morte de Katie.


Um filme extremamente triste. Assim pode ser definido "Sobre Meninos e Lobos". Um drama da melhor qualidade. Orquestrado perfeitamente pelo maestro Eastwood e executado com absuto talento de seu elenco. Tudo nessa história é relativo. Ninguém é necessariamente mal ou bom. Escolhas e circustâncias formam o caráter dos personagens que são montados com cuidado e detalhes impressionantes. Todas essas escolhas e circunstâncias são mostradas no filme; assim como suas consequências.

É obrigatório a conferida desse filme. Sente, se emocione, entristeça, chore e por fim se alegre por ter assistido à uma obra prima da sétima arte.

sexta-feira, outubro 12, 2007

Classicando : O Exorcista

- O terror em formato de película -









O Exorcista (The Exorcist, 1973) * * * * * ST'ART RECOMENDA





Falou em filme de terror, o primeiro título que vem à cabeça é "O Exorcista" (pelo menos na maior parte das pessoas). Não só por ser um clássico do gênero, mas também por toda a mística que envolveu as filmagens do longa. Não existe uma pessoa que não conheça as cenas antológicas do filme de William Friedkin, mesmo sem ter assiti-lo todo. Enfim, falar de terror é falar de "O Exorcista".







Em 1971, William Peter Blatty escreveu o livro "O Exorcista" baseado na estória de um menino que foi exorcisado em Mount Rainier no ano de 1949; dois anos depois de sua publicação, viria ao cinema o maior filme de terror de todos os tempos. A atmosfera que o livro trasmite é tão apavorante e agoniante quanto a que é relatada na tela. O filme é um dos poucos exemplares do cinema que honram a qualidade do livro em que foi baseado.






Outro fato que reitera o argumento de o filme ser um marco na história cinematográfica é a sua indicação ao maior prêmio do cinema, o Oscar de melhor filme. Nenhum outro filme de terror tinha sido indicado a essa categoria. Outras 9 indicações ainda lhe foram atribuídas: Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Som, Melhor Diretor, Melhor Atriz (Ellen Burstyn), Melhor Ator Coadjuvante (Jason Miller), Melhor Atriz Coadjuvante (Linda Blair), Melhor Edição, Melhor Fotografia e Melhor Direção de Arte. Ganhando em apenas duas categorias (Melhor Som e Mlehor Roteiro Adaptado), o filme foi desbancado por outro clássico: O Poderoso Chefão. Não deixou o prêmio em mãos desmerecedoras, muito pelo contrário, com quem quer que ficasse teria sido merecido.


Diferentemente do livro, o filme conta a história de uma menina chamada Regan (Linda Blair). Filha de uma famosa atriz (Ellen Burstyn), a gartoa começa a apresentar um comportamento estranho. Médicos e especialistas não conseguem definir o que a menina possui, e com passar do tempo mãe de Regan acha que sua filha está sendo possuída por alguma entidade espiritual. O resto das cenas e o desenrolar da história já é conhecido por muitos; se não conhecem, logo após acabar de ler essa matéria corra para a locadora mais próxima e alugue esse filme.




Os efeitos visuais e sonoros do filme impressionam até hoje. A maquiagem e os efeitos usados em Regan nos momentos de possessão são incríveis para um filme de 1973. A maquiagem pesada e perfeitamente aplicada, dá um ar mais sinistro à protagonista do que já vi em qualquer outro filme de terror. Nada, nada no quesito "efeitos" deixa a desejar. Desde a maquiagem até o som. A trilha sonora do filme é um espetáculo a parte. A música tema do filme é conhecida por milhares de fãs ao redor do mundo, e causa calafrios àqueles que já assistiram ao clássico.





Porém não é somente na excelência dos efeitos visuais que o fime se destaca. Sem a competência do elenco inteiro do filme que é expressa na tela, pouco do impacto do filme seria absorvido pela platéia. Linda Blair(Regan) e Jason Miller(Padre Karras) são alguns dos destaques do filme, que ainda tem a presença de Max von Sydow(Padre Merrin) e Ellen Burstyn (mãe de Regan). É impressionante ver o comprometimento e o realismo que os atores transmitem na tela durente todo a projeção.


E para toda grande obra de arte tem que haver um grande maestro, aqui ele se chama: William Friedkin. Transportar um livro de tamanha intensidade e polêmica como o de William Peter Blatty não é para qualquer um. Ainda mais quando se faz isso com uma competência absurda. Em 2000 foi lançada nos cinemas uma versão extendida e remasterizada nomeada de: "versão do diretor". Efeitos especias e sonoros foram melhorados e mais 15 minutos de filme foram aplicados ao original. Tudo se torna ainda melhor.

Todos os quesitos aqui antes citados, têm a mão do diretor. Dizem que num cena em que a mãe de Regan é arremessada à distância pela filha, a atriz reclamou da queda e se queixou da montagem da cena. Friedkin falou que a dor e a indginação era o que ele queria na cena.; aquilo mesmo que ela estava sentindo era o que deveria ser colocado na película. Talvez por fatos como esse, Friedkin tenha feito o maior filme de terror de todos os tempos.

Agora levanta da cadeira, vá à locadora, seção de catálogos, terror, "O Exorcista" e tenha medo. Muito medo.

quarta-feira, outubro 10, 2007

Classicando






Nesta nova seção do blog, irei analisar alguns clássicos do cinema.


Sejam clássicos modernos ou antigos, os filmes aqui postados, têm que ter obtido um grande impacto à época em que foram exibidos. Não precisa ser unanimidade no quesito qualidade, mas sim no quesito invoção. Além da análise crítica do filme, veremos também curiosidades e algumas notícias interessantes sobre o assunto.



Analisaremos desde "Cidadão Kane" até "O Sexto Sentido". A polêmica irá surgir de acordo com as escolhas, por isso gostaria que vocês, visitantes, também contribuam; dando opiniões e sugerindo alguns títulos.
O Exorcista, Laranja Mecânica, Ben Hur, E.T, O Exterminador do Futuro, são alguns dos títulos que vão pintar na seção...




Montando mais uma seção para melhorar o acervo do blog, espero aumentar a diversidade em gêneros de filmes para os visitantes. Todo cinéfilo tem algum filme que é sempre quis ver e ainda não teve a oportunidade. Aqui postaremos alguns desses que todas as pessoas (não só cinéfilos) deveriam ver.








Aproveite e volte sempre!