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terça-feira, abril 01, 2008

Jumper


- Outro potencial disperdiçado -




Jumper (Jumper, 2008) * * *




Recentemente Hayden Christensen fez um filme que tinha uma grande premissa. "Awake - A Vida Por Um Fio" tinha tudo para ser um grande filme de suspense, e não foi nem perto disso. Parece que o ator escolheu outro projeto com essa característica. "Jumper" também tinha todos os artifícios para se tornar um dos melhores filmes de ação/ficção do ano, mas não é.

O filme conta a história de David Rice (Christensen), um sujeito capaz de se teletransportar. Usando esse poder, David arromba bancos, viaja para diversos lugares e tem uma vida dos sonhos. Porém, o que ele não sabe é que todas as pessoas que têm esse poder, são caçadas pelos Paladinos.

Descrita dessa maneira, o filme parece ser uma guerra entre, Jumpers e Paladinos, o que não deixa de ser uma das tramas do filme. Mas nenhuma delas é resolvida completamente, muitas arestas do roteiro não são aparadas. Propositalmente para a realização de uma continuação? Sim, 2011 já a teremos. Mas a verdade é que o filme se torna incompleto. Mesmo com uma direção frenética de Doug Liman (Identidade Bourne, Sr e Sra Smith), o filme peca no roteiro.

Outro fato irregular no filme é o nível das atuações. Rachel Bilson (a Summer de The O.C.) é tão sem graça e sem expressão que chega a incomodar. Hayden Christensen é simplismente o mesmo em todos os filmes em que atua. O destque fica para o outro Jumper, Griffin, interpretado por Jamie Bell (Billie Eliot). De uma força impressionante a presença do garoto nas telas. Samuel L. Jackson atua com a competência de sempre, na pele do vilão (ou seria herói?) Roland.

As sequências de ação são muito boas, e extremamente bem dirigidas. A rapidez nos cortes e na composições das cenas, faz com que o ritmo das lutas nunca caia. Como um filme de ação irá agradar a muitos. Como ficção a pouquíssimos. Então vá descompromissado ao cinema, curta as cenas de ação e a atuação de Jamie Bell, assim com certeza o filme valerá a pena.

Tomara que em 2011 o série possa nos inteirar dos diversos assuntos mal explicados e as situações mal resolvidas que aconteceram nesse primeiro filme.

segunda-feira, março 10, 2008

O Sobrevivente

- Lutando contra a selva -





O Sobrevivente (Rescue Dawn, 2007) * * *



Werner Herzog é um diretor que faz um estilo diferente de cinema. Quando assisto à seus filmes, é nítida a mistura de técnicas documentais e técnicas ditas "cinematográficas". Em seu mais novo filme, "O Sobrevivente" o diretor mostra ainda mais essa sua antiga faceta. Contando com uma atuação impressionante (pra variar) de Christian Bale, Herzog monta uma luta pela sobrevivência na selva, mas esquece do aspecto principal daquele país onde está situado o protagonista: a guerra. Muitos vão dizer que esse não é o objetivo do filme, e sim mostrar o desespero, força de vontade e o colapso em que o personagem de Bale entra, mas mesmo assim, num filme que se diz de guerra (assista ao trailer), faltou um impacto a mais.
O filme conta história de Dieter Dengler, alemão que fazia parte da marinha americana. Em sua primeira missão o avião de Dieter cai e a partir daí, ele tenta escapar dos nativos e depois, fugir do seu cativeiro. Essa história já tinha sido contada por Herzog num documentáro chamado "Little Dieter Needs To Fly". Nessa versão, Dieter é interpretado por um inspirado Christhian Bale. Adepto de papéis que exigem bastante do seu trabalho, isso fica claro durante todo o filme. Em "O Operário", Bale ficou muito, muito, muito magro; aqui isso acontece gradativamente. Assim como a sanidade do personagem. O ator passou semanas na selva, comendo insetos e caçando cobras para especializar-se por completo na alma de Dieter Dengler. Uma interpretação digna de seu imenso talento.
Não podia esquecer também do irreconhecível, Steve Zahn. Impressionante a diferença e a atuação do ator que costuma fazer sempre comédias. Méritos para ele e para o diretor, que conseguiu extrair tal interpretação dele e de todo o elenco ("Jeremy Davies" também é destque na pele de Eugene).




Numa narrativa lenta e bastante carregada, Herzog mostra os seus "takes" sempre focalizando a natureza, e também estão presentes as cenas bem curtas. Digo isso por que vi dois filmes dele, "Homem Urso" e "O Enigma de Kaspar Hausser", onde os mesmos tipos de "takes" e cenas estão presentes. Assim como a preferência por mostrar os limites humanos, a relação dele com a natureza e da natureza com ele. Para quem gosta de analisar o comportamento humano é um diretor obrigatório, para quem gosta de guerra e ação, é dispensável; opte por um Spielberg ou Oliver Stone.

quarta-feira, novembro 21, 2007

Mandando Bala

- Bala, sangue, leite e cenouras, muitas cenouras -




Mandando Bala (Shoot'Em Up, 2007) * * *




Existem certos tipos de filme que não passam de uma mera diversão. Você entra na sala de cinema para rir e se divertir durante aquela hora que passou lá dentro. Nada de questionamentos filosóficos ou discussões sobre a trama após a projeção, e sim muita risada e comentários sobre as cenas que tanto nos fizeram rir. É nesse tipo que encaixamos "Mandando Bala". Dirigido por Michael Davis, filme não pára nenhum segundo e o ritmo frenético, mentiroso, exagerado e descontrolado é o trunfo do filme.


Não existe explicação prévia para o que está acontecendo ou sequer uma deixa para o espectador se situar. Já começa na bala, ou melhor, na cenoura. Pois é, esse vegetal é uma marca registrada de Clive Owen no filme. Haja o que houver, esteja onde estiver, ele tem uma cenoura no bolso; "Faz bem pra visão" diz ele. Uma tonelada de cenouras por dia, seria a única explicação para a impressionante mira que ele possui. Mas não nos prenderemos a isso, afinal, isso é cinema. As cenas de ação são extremamente bem coreografadas, deixando uma sensação de êxtase ao final de cada uma delas. Impressiona também pela habilidade que aquele personagem tem, tudo bem que muitas das coisas que ele faz são impossíveis, mas nada como uma dose de mentira para melhor uma sequência de ação. Apesar da sequência final ser muito, muito exagerada, não estraga o humor contido nas outras.


Os atores do filme estão bem diferentes do que estamos acostumados a ver. Clive Owen está muito bem no papel do herói, assim como Paul Giammati faz mais um ótimo trabalho, interpretando um vilão maníaco e controlado por sua mulher. Há pouco o que falar sobre "Mandando Bala"; da mesma maneira é o filme, vem para dizer pouco e divertir muito.

sexta-feira, setembro 28, 2007

Tropa de Elite

- "O BOPE não sobe para morrer, sobe para matar!" -










Tropa de Elite (Tropa de Elite, 2007) * * * * ST'ART RECOMENDA




O vazamento de uma versão prévia do novo filme de José Padilha parece ter sido um grande lance de sorte. Pelo fato de ter batido qualquer outro recorde de vazamento (3 meses antes do lançamento), o filme caiu nos camelôs há algum tempo. É estimado que mais de 100 mil pessoas já tenham visto a versão pirata que está sendo vendida. Apesar disso tudo, o filme parece que vai quebrar recordes na bilheteria dos cinemas. Polêmicas com a PM e o tratamento que o BOPE dá às suas vítimas, traz a tona discussões e mais discussões sobre os direitos humanos. Para chamar mais a atenção do público, a equipe de produção vai colocar 5 minutos a mais no filme que irá estrear nos cinemas e mudará a edição do filme. Mas será mesmo que será preciso isso? Só no "boca a boca" o filme parece que vai se garantir; mas enfim, vamos ao que interessa...



O filme conta a história do capitão Nascimento (Wagner Moura) que combate o tráfico há anos pelo BOPE e está cansado desse serviço. Para se afastar do trabalho e poder ter uma vida normal com sua recentemente formada família, Nascimento decide recrutar um substituto. Em paralelo com essa história, segue a vida de Neto e Matias. Um representa os músculos da polícia e o outro o cérebro. Narrado por Nascimento o filme ainda mostra o ambiente numa faculdade carioca e o clima nos morros da Cidade Maravilhosa.




Com um roteiro bem escrito e uma trama competente, o filme chama atenção para a corrupção recorrente nas favelas do Rio de Janeiro. A PM faz parte do núcleo antagônico do filme. Sempre envolvida em atos de corrupção e aliada ao tráfico, o diretor imprime na tela uma imagem quase que abominável da polícia militar (não é surpreendente que a instituição tenha tentando proibir a exibição do filme). A forma precária que esses policiais são recompensados por subir no morro e arriscar a vida, é a única justificativa evidente ao longo do filme, para esses oficiais serem corruptos.

Apesar de todo o sucesso e fama que o filme adquiriu por causa da pirataria, a sua maior força reside protagonista. Wagner Moura consegue invocar perfeitamente um capitão perturbado, incorruptível e trabalhador. Sempre sendo o melhor no que faz, Nascimento é o retrato do BOPE no filme. Suas frases e gestos são o que dão identidade ao longa. Mesmo com um bom elenco de apoio, o filme se tranforma quando Wagner está na tela. É impossível sair do filme sem saber pelo menos uma frase de efeito que o capitão Nascimento fala durante a trama.





Certa vez li uma comparação que me pareceu muito feliz. Tropa de Elite é um "300" tupiniquim. Guardadas as devidas proporções, é claro. Ação, frases de efeito e muita presença na tela fazem o filme crescer e ensconder algumas falhas de roteiro. Ótimos protagonistas e direções seguras. Mas enfim, deixemos essa comparação de lado.


O que realmente importa é que temos em Tropa de Elite um bom exemplar do cinema brasileiro. Viril, chocante e com caráter de denúncia, José Padilha consegue realizar um grande trabalho. O filme em si não tem a força e o apelo da história de Cidade de Deus (muitos compararam, porém Cidade de Deus é melhor), mas cumpre muito bem seu papel. Graças ao elenco que rende mais que o esperando e tem em Wagner Moura, o principal trunfo.



Se você já assitiu pirateado ou não, vá ao cinema novamente, a sensação é inigualável. Àqueles que não assistiram, dia 12 de outubro estreará no Brasil inteiro, corram, valerá a pena.

terça-feira, setembro 11, 2007

A Hora do Rush 3


- Mais do mesmo -




A Hora do Rush 3 (Rush Hour 3, 2007) * * *





Desde Martin Riggs(Mel Gibson) e Roger Murtaugh(Danny Glover) o cinema não conhecia uma dupla policial tão carismática como James Carter(Chris Tucker) e Inspetor Lee(Jackie Chan). Riggs e Murtaugh começarama carreira em 1987 no Máquina Mortífera; já Carter e Lee em 1997. Os mais velhos protagonizaram 4 filmes, já Carter e Lee fizeram terceiro esse ano. Apesar de competirem acirradamente no quesito carisma, no quesito qualidade, os veteranos dão uma goleada nos novatos. Não que Tucker e Chan não façam um bom trabalho, mas os filmes de Mel Gibson e Danny Glover são excelentes.
A força central num filme deste tipo, reside em seu elenco. Apesar de precisar de uma boa história e uma trama interessante, o elenco é primordial. O entrosamento e química entre os protagonistas é essencial. Além disso, tem também o elenco de apoio que fortalece mais ainda as atuações de um filme. São em alguns desses aspectos que A Hora do Rush 3 peca.

É verdade que a série nunca contou com um grande elenco de apoio, porém as peripécias de Tucker e as acrobacias de Chan sempre salvavam a série. Nesse terceiro filme da franquia, Tucker parece querer aparecer mais do que pode, apesar de muitas vezes nos fazer rir. Jackie já não é mais o mesmo, e não tem mais habilidade para fazer as mesmas cenas que um dia fizera (mesmo assim é impressionante a vitalidade desse chinês de 53 anos).
O plot do filme não muda muito dos anteriores; após um atentado contra o embaixador chinês, Lee vai atrás do culpado contando com a ajuda de Carter. Muita ação e comédia recheiam o filme. As cenas do taxista e a da peruca são hilárias; a performance de Tucker é impagável. Uma boa surpresa no filme é a presença de Yvan Attal como o taxista George.

Enfim, Brett Ratner consegue fazer mais um bom filme, apesar de ser o mais fraco dos três. Tem falhas na trama e momentos exagerados de Tucker; porém é o próprio Chris Tucker que levanta o filme com sua boa performance.Eles não são nenhum "Riggs e Murtaugh" mas também são bons policias.

sábado, julho 21, 2007

Transformers O Filme


- Um autêntico blockbuster -





Transformers (Transformers, 2007) * * * * ST' ART RECOMENDA




Muita gente vai chiar quando ver as quatro estrelas que atribuí a Transformers. Mas foram poucos os filmes que assiti esse ano em que me diverti tanto. Contando a estória de Sam Witwicky, garoto de 18 anos que quando vai comprar seu primeiro carro, descobre que o mesmo é uma robô gigante. Mais tarde, Sam acaba por conhecer toda a trama por trás do aparecimento desse robô e seus inimigos, os Decepticons. O roteiro e a história do filme é muito bem orquestrada e amarrada pelo diretor Michael Bay. Fato que surpreende, pois não sou muito fã dos filmes de Bay. Apesar de estilosos e cheios de ação, alguns deixam bastante a desejar. Além do crescimento próprio como cineasta, Bay teve uma grande ajuda na produção dessa película: Steven Spielberg. O maior nome do show bussiness cinematográfico mostra que ainda tem muita lenha para queimar como produtor.

Os robôs do filme são impressionantemente bem feitos. Em nenhum momento você duvida da existência dos Autobots ou dos Decepticons. As transformações são um pouco prejudicadas pelo movimento constante e frenético da câmera, mas nada que incomode. A interação "atores robôs" é perfeita. Tudo isso não é nada mais que a obrigação dos feitores de um filme que custou mais de 150 milhões de dólares.

Porém não é nos robôs que reside a força do filme. O "novato" Shia LaBeouf, transmite um carisma invejável e pouco visto recentemente no cinema. Versátil e talentoso, LaBeouf consegue conectar o público com a sua história e as dificuldades de um adolescente comum. Tanto nas cenas de ação quanto nas cenas de comédia ele consegue cativar-nos. A cena dentro da casa com os robôs, apesar de completamente inverossímel, é divertidíssima. Outro item que chama atenção no filme é a trilha sonora(uma cena engraçadíssima mostra isso) .

Como diz o subtítulo da matéria, é um autêntico blockbuster. Divertido e engraçado, com ação e muito, muito barulho. Compre a sua pipoca e o Guaraná e entre no cinema para curtir um filme muito legal!Vale a pena!

sábado, julho 14, 2007

Harry Potter e a Ordem da Fênix


- Harry realmente cresceu e mudou -





Harry Potter e a Ordem da Fênix (Harry Potter and the Order of the Phoenix, 2007) * * *




Quando foi divulgada a duração da quinta sequência cinematográfica do bruxo Harry Potter, muitos ficaram apreensivos (eu, inclusive). Para um livro de mais de 500 páginas, 138 minutos pareciam ser pouco para uma adaptação digna. Engano daqueles que assim pensaram.

"Harry descobre que Alvo Dumbledore, diretor de Hogwarts, fundou a Ordem da Fênix, composta por bruxos de sua confiança, cuja missão é trabalhar contra Voldemort e proteger Harry e seus dois amigos. Nesse período, o Ministério da Magia começa a interferir em Hogwarts, a fim de que Harry e Dumbledore sejam impossibilitados de avisar ao resto do mundo mágico que Voldemort está de volta". Esse seria um breve resumo do que ocorre no longa. Focando a história toda em cima dos conflitos e da agonia envolta na vida de Harry, o roteirista Michael Goldenberg consegue enxugar competentemente uma trama que tem diversas estórias paralelas. Os fãs mais exigentes sentiram falta de muitos fatos ocorridos no livro, mas não da trama principal.

Porém o trunfo principal do filme fica nas mãos do novo diretor da série. David Yates dá um ar muita mais adulto e soturno ao filme, que chega a impressionar pela primeira sequência de ação. O enquadramento e a fotografia da sequência não a remete a nenhum outro filme do bruxo. Isso faz com que o filme tenha uma luz própria e consiga se diferenciar dos filmes anteriores. Os efeitos são usados sem exagero e em momentos corretos. O elenco adulto do filme é excepcional, com exceção de Michael Gambon que não me pareceu uma boa esolha, não que o ator nao seja talentoso, mas não consigo ver Dumblodore tão enérgico e vívido quanto Gambon o compõe. Já Imelda Stunton (Dolores Umbrigde) e Gary Oldman(Sirius Black) dão show ao lado dos demais componentes do grupo. Já o elenco juvenil deixa a desejar como em toda a série. Mas aqui cabe uma surpresa : o protagonista tem a sua melhor atuação dentro da série. Rupert Grint e Emma Watson pouco aparecem.

[Essa parte aqui vai pra quem leu o livro, ou melhor, os livros.] Mesmo com tantas coisas boas ocorridas no filme fica uma apreesão. Com os tantos(porém necessários) cortes da estória, como irão explicar eventos que acontecerão nos próximos filmes? Tirando o olhar suspeito de Gina para Harry, não vi nada que pudesse ajudar nos próximos filmes. A profecia foi comentada, porém muito superficialmente. Ah, outra reclamação: muito fraca a cena da morte de Sirius; nem um terço do impacto que ela deveria ter, ela teve. Tomara que a morte de um certo personagem no próximo filme não ocorra o mesmo erro. Enfim, é esperar para ver o que acontecerá no filme seguinte.

sábado, maio 19, 2007

Homem Aranha 3


- Completa a trilogia com competência -






Homem Aranha 3 (Spider-Man 3, 2007) * * *








São poucas as sequências que conseguem manter a atenção do público na mesma intensidade a cada nova empreitada. A trilogia do Homem Aranha conseguiu fazer isso como poucas outras sequências. E além de manter a atenção do público, manteve a qualidade em cada filme. Apesar de "Homem Aranha 3" não conseguir superar seu antecessor, mantêm seguramente a qualidade da franquia. Diferentemente dos outros filmes, nessa situação, o Homem Aranha já é conhecido e adorado por todos em sua cidade; fazem até mesmo uma festa por causa de mais um salvamento do "cabeça-de-teia". É em volta a todo esse sucesso que o diretor Sam Raimi explora mais um conflito interior de Peter Parker/Homem Aranha(Tobey Maguire). Nutrindo uma soberba pouco comum a sua pessoa, Parker começa a mudar e isso é ajudado pela chegada de um simbionte de se apodera de seu traje vermelho e azul, o deixando completamente negro. O traje aflora toda a violência e espírito vingativo dentro do nosso herói. Os vilões também têm seus conflitos e motivos para cometerem as suas atrocidades; encarnados por Topher Grace(Venom), James Franco(Duende Maligno) e Thomas Haden Church(Homem Areia) mostram que o que separa heróis de vilões, são escolhas e circunstâncias. O grande defeito do filme está centrado no roteiro que falha ao querer entrelaçar tantas tramas e manter a coêrencia (os 'furos' são muitos). Apesar disso as questões do Aranha são bem resolvidas e entendidas com facilidade pelo público. As atuações são já conhecidas e muito bem trabalhadas. Destaque para Tobey Maguire que interpreta de maneira excelente o nerd Peter Parker, simpatizando o espectador desde e o primeiro instante(adendo também a performance impressionante de J.K. Simmons como o editor do Clarim). Os efeitos especiais do filme são um show à parte. Divulgado como o filme mais caro da história(260 milhões de dólares), pode-se constatar que nada foi gasto em vão. A perfeição dos efeitos visuais e sonoros é impressionante. O Homem Areia é perfeitamente composto pela equipe técnica que não o deixa duvidar nem sequer um minuto da qualidade do filme.


Confesso que me divertir muito durante a projeção; a mescla de drama, aventura, suspense e comédia que Sam Raimi aplica nos filmes do Aranha, fazem dele um diretor bem peculiar que conseguiu agradar a muitos fãs e cinéfilos com essa adaptação. Não fosse pelo excesso de tramas contidos no longa, com certeza poderia ser o melhor deles(pra mim ainda é o segundo). Mas não deixa a desejar mesmo, um grande filme que vale cada centavo do ingresso. Vá ao cinema mais próximo e se divirta muito!

sábado, abril 07, 2007

O Atirador



- Não fede, nem cheira... -







O Atirador (The Shooter, 2007) * *







Desde que filmou "Dia de Treinamento" Antoine Fuqua nunca mais fez um filme digno de seu talento. E com "O Atirador" ele continua nesse dilema. Protagonizado por Mark Walbergh, o filme conta a história de Bob Lee, fuzileiro que depois de alguns anos afastado do trabalho é reacionado. Com boas cenas de ação e uma montagem segura o filme não se torna enfadonho ou chato durante a projeção, mas também não oferece muita coisa nova. O ponto forte do filme está nas severas críticas ao governo norte-americano, a politicagem e a constante troca de favores que acontece no mundo político. Tirando isso é um simples filme de ação e que parece que vai terminar de um jeito diferente (o que poderia melhorar seu desempenho), mas cái na mesmice e mostra que realmente não veio pra oferecer algo diferente para os espectadores. Depois de uma atuação brilhante em "Os Infiltrados" e uma indicação para o Oscar, Mark Walhberg faz um trabalho mediano e não consegue manter o nível de sua atuação (seria cobrar muito? É, talvez). O filme tenta se equiparar com bons filmes de agentes secretos, mas infelizmente não chega aos pés dos melhores exemplares como Identidade e Supremacia Bourne, Cassino Royale ou até mesmo Missão Impossível.

domingo, abril 01, 2007

300



- "This is SPARTA!!!" -








300 (300, 2007) * * * * ST'ART RECOMENDA








Demorou, demorou bastante mas finalmente chega aos cinemas a adaptação do graphic novel de Frank Miller, "300". Baseando-se na estória dos bravos soldados espartanos que junto com seu rei Leônidas (Gerrard Butler) enfrentam um exército monstruoso do poderoso Xerxes(Rodrigo Santoro). Sem preocupação com a lógica histórica dos eventos, o diretor Zack Snyder(Madrugada dos Mortos) mostra-se muito a vontade na realização do filme. Com uma manipulação de efeitos especiais usados em filmes como Sin City e Capitão Sky e o Mundo de Amanhã, Snyder nos proporciona uma fotografia belíssima, planos e cortes de cena magníficos. A beleza estética do filme já vale o ingresso. Para os mais puristas, um filme com mais apreço histórico e menos preocupado com a estética seria mais divertido ou apropriado; mas é no oposto disso que reside toda a força de "300". Protagonizado por um inspiradíssimo escocês Gerard Butler(O Fantasma da Ópera), o filme nos leva a curtir e se divertir bastante somente com a s lutas bem estilisadas, as frases de efeito empolgantes e a bravura inabalável dos espartanos. O brasileiro Rodrigo Santoro participa pela primeira vez de uma superprodução como um personagem principal, o imperador persa Xerxes. Com seu físico e voz alterados digitalmente, Santoro se transforma num gigante, dono de um exército enorme e prestes a dizimar poucos espartanos. Apesar de aparecer poucas vezes em cena, o ator brasileiro passa bem pelo filme todo e cumpre bem o seu papel. No fim das contas, veremos o primeiro sucesso de bilheterias de um ano que promete ter disputas acirradas (Homem Aranha 3, Harry Potter 5, Quarteto Fantástico 2 e por aí vai). Se todos os outros que vierem tiverem tanta qualidade quanto 300, pode ter certeza que vamos viver um ano com bastante motivos para ir ao cinema e assitir a ótimos filmes.




sábado, fevereiro 10, 2007

Déjà Vu




- E Tony Scott fez um bom trabalho... -








Dèjá Vu (Dèjá Vu, 2006) * * *







Ao assitir o trailer de Dèjá Vu fui tomado por uma série de expectativas. A presença de tantos nomes famosos na equipe , me fez esperar um grande filme. Jerry Bruckheimer, Denzel Washington(Chamas da Vingança), Val Kilmer(Spartan) e James Caviezel(Paixão de Cristo) foram alguns dos grandes nomes que chamaram minha atenção; de uma forma positiva. E por fim veio o nome do diretor: Tony Scott. Alguns projetos desse diretor agradaram de certa forma, mas nunca foi unanimidade. O seu último e péssimo filme, Domino- Caçadora de Recompensas, foi o que me fez temer pela qualidade de Dèjá Vu. Mas me enganei, ainda bem.





"Chamado para recuperar provas após a explosão cataclísmica de uma bomba em uma balsa de Nova Orleans, o Agente Carlin está prestes a descobrir que aquilo que a maioria das pessoas acredita que esteja só na mente delas é, na verdade, algo bem mais poderoso - e isso o levará em uma corrida de manipulação da mente para salvar centenas de pessoas inocentes". A partir daí podem-se imaginar várias possobilidades para a trama, mas a que acontece é a seguinte: um orgão espião do governo dos EUA, tem um aparelho capaz de detectar o que aconteceu até 4 dias antes de qualquer acontecimento, em qualquer lugar do planeta. Se você já assistiu ao excelente Minority Report, identificará algumas semelhanças com relação ao uso do aparelho (tendo a diferença que um é usado para o passado e outro para o futuro). Todo o funcionamento do aparelho é explicado detalhadamente durante a projeção, algo que em alguns momentos torna o filme enfadonho. Porém com uma explicação mais próxima da realidade possível, o filme nos faz acreditar que aquilo é possível. E além de um filme sci-fi, Dèjá Vu é também um filme de ação. Perseguições(uma fantástica na ponte), explosões, tiros e muita investigação também estão presentes. As atuações são todas regulares e nenhuma chega a comprometer (apesar de que já estou enjoando da cara de Denzel Washington como policial). E para minha grande supresa, a boa direção de Tony Scott é o ponto alto do filme. Uma montagem rápida, porém na medida(nos filmes anteriores sempre havia um exagero ou outro), Scott consegue imprimir um bom ritmo e envolver o espectador durante toda a sessão.


Com um assunto interessante(viagem no tempo) e uma boa realização, o filme agradará a maioria dos espectadores. Mas agradará mais ainda aqueles que tiverem paciência e apreço pelas leis da física que são muito citadas no decorrer do filme.

segunda-feira, janeiro 01, 2007

Eragon


- Pressa e inexperiência fazem de Eragon uma grande decepção nas telonas. -
Eragon (Eragon, 2006) * *
Antes de qualquer coisa, gostaria de esclarecer que o humilde
crítico que vos escreve já leu a obra de Christhopher Paolini e gosta bastante do livro.


Aos 17 anos de idade Christhopher Paolini escreveu o épico Eragon. Primeira parte de uma trilogia denominada "Trilogia da Herança"(o segundo livro acaba de ser lançado 'Eldest' ne o terceiro ainda está sendo finalizado pelo autor), o jovem parecia ser um prodígio da literatura. Desbancando grandes títulos da liderança do ranking dos mais vendidos, por exemplo Harry Potter. Vendo o sucesso que era o livro, os agentes da Fox foram rápidos e compraram os direitos para uma adaptação para o cinema. E agora, no fim de 2006 estréia o longa metragem "Eragon". A história do livro conta a trajetória do jovem que dá nome à obra, que encontra uma pedra numa floresta perto do seu vilarejo. Mais tarde descobre que aquilo não é somente uma pedra, mas sim um ovo de dragão e que ele agora carrega nas costas o fardo de decidir o destino de sua terra; pois os cavaleiros de dragões são a única esperança de livrar Alagaësia das mãos do temível Galbatorix. Sim, a história é batida e utiliza de muitos clichês adotados de histórias como, Senhor dos Anéis e Star Wars. Mas não foi a originalidade que fez de Eragon um livro famoso, e sim a forma como foi escrito, e o cuidado do autor com a composição de seus personagens. A ligação muito próxima e bonita entre Eragon e Saphira(o dragão), o misterioso Brom, o delicadíssimo e possível romance entre Eragon e Arya, a história misteriosa dos Cavaleiros de Dragão e muitas outras coisas. O fracasso do filme está situado aí. Sem qualquer preocupação com a identificação do público com o personagem título e seu dragão (ou qualquer outro personagem) o diretor, Stephen Fangmeier, perde o mairo trunfo do livro. Antigo diretor de efeitos especiais, Fangmeier mostra que realmente sabe mexer com a arte digital. A composição de Saphira é simplismente impecável e merecedora de muitos prêmios. Porém isso está longe de salvar o filme. Os atores que compõem o elenco são talentosos, até mesmo o estreante Edward Speelers, que acompanha renomados atores como, Jeremy Irons (pouco tempo em cena), Jonh Malkovic (péssimo como Galbatorix), Djimon Houson (até que se salva) e Garret Hedlund( bem como Murtagh). A inexperiência do diretor faz com que fique perceptível em cena, a pressa do filme em chegar logo na batalha final. Saphira cresce muito rápido, Eragon aprende tudo muito rápido e se contenta muito rápido. É uma pena que um livro com tanto potencial tenha sido posto nas mãos dessa equipe de produção. Pois apesar de juvenil o livro é interessante e merecia uma adaptação digna. Se conseguir se pagar e produzirem o segundo filme, esperamos que tenham aprendido com os inúmeros erros. Enquanto isso, vá ler o livro, muito mais interessante do que o filme; com certeza.

007 Cassino Royale


- THE name is Bond. James Bond. -



007 Cassino Royale (007 Cassino Royale, 2006) * * * * ST'ART RECOMENDA


Depois da imagem desgastada de Pierce Brosnan como o Agente da Coroa, chegou a hora de renovar a série do espião mais famoso de todos os tempos. Em Cassino Royale, o diretor Martin Campbell deixa de lado a pirotecnia que marcou os últimos filmes de 007 e nos apresenta um homem mais rude e corajoso, um verdadeiro agente secreto. A reformulação da série começa pela estória. Contando a primeira missão de Bond, o filme parte numa missão situada em Madagascar; proposital para a captura de um famoso terrorista, Le Chiffre. Muitas reviravoltas, sequências de ação, mortes e carros estão presentes ao longo do filme. O maior trunfo do filme é sem dúvida a escalação do protagonista. Daniel Craig encarna o personagem com uma maestria não vista desde Sean Connery. Forte, charmoso e com muita presença o ator dá um ar de imponência ao agente, que poucas vezes foi vista nas telas do cinema. As alucinantes sequências de ação (especialmente a primeira) são outro trunfo do longa, que dá uma cara nova a série. A direção competente de Martin Campbell misturada às boas atuações presentes no filme, o tornam um dos melhores filmes de ação do ano, se não o melhor. Mas o final prolongado e enfadonho, fazem o espectador sair com uma certo cansaço da sala de cinema, mas nada que atrapalhe a diversão. A última rase do filme faz o espectador ficar esperançoso por mais grandes filmes como esse; é parece que Bond voltou a velha forma.

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Os Infiltrados


- Tensão e suspense recheiam o mais novo filme de Martin Scorsese -




Os Infiltrados (The Departed, 2006) * * * * ST'ART RECOMENDA


Refilmagem do longa Conflitos Internos, Os Infiltrados conta a saga de William Costigan e Collin Sullivan; o primeiro é um agente da polícia que é designado para uma missão complicada, infiltrar-se na organização criminosa chefiada por Frank Costello, enquanto o segundo é um intergrante dessa organização e tem a tarefa de ser o correspondente de Costello na polícia. Com um roteiro extremamente bem feito e com diálogos excepcionais, o filme faz o espectador se sentir dentro da trama. Apesar de ter na primeira meia hora de filme, uma narração lenta e um pouco cansativa, logo logo isso é esquecido com uma avalanche de sequências de alta tensão e suspense no decorrer da projeção. Os atores são um show à parte. Dicaprio dá uma alma perturbada e cheia de problemas para Costigan, enquanto Damon monta com sutileza um Sullivan sedento por fama e reconhecimento. Nicholson dispensa comentários. Mas a maior surpresa fica por conta de Mark Walhberg e Alec Baldwin que têm na ironia e no sarcasmo, a força de seus personagens. Walhberg compõe um sargento que de tão chato, chega a ser engraçado. Baldwin interpreta o inteligente Ellerby, comandante de uma das missões envolvendo Costello durante o filme. As marcas registradas de Scorsese também são fáceis de reconhecer, desde os closes com cortes rápidos até as mensagens indiretas nas imagens do filme( a assembléia e o rato). Tudo que um filme de máfia precisa se encontra em Os Infiltrados, violência, ótimos atores, diálogos rápidos e inteligentes, reviravoltas e um ótimo diretor. Não desgrude os olhos um minuto da tela e com certeza irá desfrutar de um dos melhores filmes de 2006.

domingo, dezembro 03, 2006

Adrenalina

- Pura e concentrada!!-
Adrenalina (Crank, 2006) * * *
Chev Chelios (Jason Statham) foi envenenado com a droga Beinjin Cocktail. Se ele não mantiver a adrenalina no seu corpo sempre alta, ele morre. Pronto, essa é a história do filme. Você irá acompanhar esse assassino de aluguel na caçada aos homens que fizeram isso com ele. Descompromissado, irônico e exageradíssimo o longa faz piada do próprio gênero. A edição confusa e atípica com cortes rápidos, closes, legendas espalhadas pela tela e desenhos aparecendo constantemente, o filme dá a sensação de que estamos jogando um videogame. Além da ação frenética e descontrolada, o maior trunfo do filme é o protagonista. Já tendo mostrado o talento no ótimo Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes e mais tarde nos medianos Carga Explosiva 1 e 2, Jason Statham faz o espectador rir e se desesperar com a sua situação. Drogas, sexo, velocidade, violência, tudo é usado para o manter vivo. A cena entre Statham e Amy Smart no meio da praça de tão ridícula chega a ser hilária. É um filme pra se assistir com total descompromisso; não vai acrescentar na sua vida em nada, só em algumas risadas ao fim da sessão.

sexta-feira, setembro 29, 2006

Missão Impossível 3


Missão Impossível Cumprida

Missão: Impossível: III (M:I:III, 2006) * * *


Depois de mirabolantes e exageradas seqüências de ação na segunda parte da franquia MI, Tom Cruise volta a produzir um filme de ação. Dessa vez para renovar a série Cruise, conta com a ajuda de J.J.Abrams, o criador das aclamadas series Alias e Lost. Provando ser um bom diretor de filmes de ação, Abrams impõe seqüências de ação frenéticas e tensas ao longo do filme, deixando o espectador extasiado durante toda a projeção. Com um vilão muito bem composto por Philip Seymour Hoffman, o filme ganha mais vida com essa atuação. Apesar de ter um final manjado e decepcionante, M:I:III , cumpre sua missão como um bom filme de ação.

sexta-feira, setembro 08, 2006

Serpentes a Bordo



- "Enough is enough. I've had it with this motherfucking snakes on this motherfucking plane".-



Serpentes a Bordo (Snakes on a Plane, 2006) * * *


Uma das maiores sensações do cinema norte americano chega as telas brasileiras essa semana. Serpentes a Bordo causou frisson ao ser divulgado por Samuel L. Jackson. Com um roteiro e espírito completamente de filmes B/trash, o descompromisso do filme é o que faz ser tão divertido. Antes de qualquer coisa vamos ao contexto da "tragédia". Sean(Nathan Phillips, Wolf Creek) presencia o assassinato de um homem, realizado por um terrorista perigosíssimo. Agora sob a custódia do agente Neville Flynn(Samuel L. Jackson). Durante a viagem de escolta centenas de cobras são liberadas dentro do avião; o resto vocês já sabem. O segredo de assistir um filme como esse é estar ciente de que não se trata de um filme sério e preocupado com a realidade. O que não faltam são situações escadalosas, mortes exageradas, sustos e falas mais do que canastronas. Depois de aceitar o papel do protagonista do filme sem nem mesmo ler o roteiro, Samuel L. Jackson ajudou bastante para o filme ser muito divulgado e tornar-se o fenômeno on-line que é. Sua presença no filme reforça o clima de canastrice. Mas por ser cansatra não quer dizer que o filme fique ruim, muito pelo contrário. A mistura do terror e suspense do filme, com as falas típicas do policial durão que é Jackson, só deixam o filme ainda mais divertido. Um típico trash movie, divertido e descompromissado. Vá para se divertir.
Clique no título e confira o trailer.

domingo, setembro 03, 2006

Miami Vice

- Série oitentista ganha longa metragem -
Miami Vice (Miami Vice, 2006) * * * * ST'ART RECOMENDA
Nos anos oitenta (mais precisamente entre 85 e 89) uma série policial envolvendo dois companheiros, Sonny e Rico, fez muito sucesso no mundo todo. Os dois policiais combatem o tráfico de drogas em Miami, atravéz de disfarces e infiltrações no submundo. O enredo do novo Miami Vice dirigido por Michael Mann(Colateral, e produtor da extinta série) segue a sinopse da clássica série. A diferença está na época em que se situam os personagens, mas além disso pouco pode se diferenciar. Protagonizado por Colin Farrel(Novo Mundo) e Jamie Foxx(Ray) o longa tem nos dois atores um grande alicerce para o desenvolver da película. Grandes atuações recheiam o filme que além de Sonny e Rico, conta com ótimos atores no elenco de apoio como Gong Li, Luis Tosar e John Ortiz. A falta de sequências de ação no desenvolver do filme pode cansar alguns espectadores, mas nada que atrapalhe o desenrolar tenso e profundo do bom roteiro em que o filme se baseia. O trabalho do diretor Mann merece um olhar mais detalhado e particular. Filmado em formato digital, a fotografia do filme é impecável, são deslumbrante os takes aéreos e a movimentação da câmera nas (poucas mas ótimas) sequências de ação. Se a falta de ação as vezes empaca o filme, os últimos vinte minutos compensam qualquer perda de tempo. Não é filme para qualquer um; inteligente e soturno o longa mostra que Michael Mann já está postado entre os melhores diretores de Hollywood.

domingo, agosto 27, 2006

V de Vingança

V de Vingança - (V for Vendetta, 2006) * * * * ST'ART RECOMENDA

Em uma Inglaterra totalitarista e autoritária, é onde reside Evey(Natalie Portman). Após estar andando na rua depois do toque de recolher, ela é abordada por homens com intenções um tanto quanto duvidosas. É quando surge "V"(Hugo Weaving). Vestido de preto e com uma máscara de Guy Fawkes, ele a salva dos mal elementos. A partir daí desenvolve-se uma série de acontecimentos que mostram a população e a própria Evey que governo presente não é o que parece.

Dotado de idéias revolucionárias e bastante pertinentes, o anti herói do filme conquista-nos pelos belos diálogos que lhes são proporcionados. Os diálogos aliás que são uma grande atração do filme; pela grande número de referências e agilidade na posse dos ótimos atores envolvidos no filme. A beleza estética também é um show a parte. Tanto nas cenas de luta e eplosões, quanto na do dominó e na da invasão dos V's.
O grande trunfo do filme é conseguir unir o entrenimento ágil e acelerado, com as alfinetadas a governos que têm no "medo" a sua maior arma. As referências ao governo de George W. Bush são inúmeras. Assim como a qualquer outro governo descontrolado e mau administrado. A lembrança de Bush vêm por se tratar de um exemplo mais recente, e ele é um dos que usa bastante a fórmula do medo para manter seu povo ao alcance de suas mãos.
Produzido pelos irmãos Wachowski e dirigido pelo ex assistente de produção James McTeigue, o longa tem no forçado romance entre V e Evey o seu ponto fraco. As vezes o romance fica na medida certa, quando não é posto em primeiro plano e deixa aquilo como um "suposto" relacionamento. Tirando isso, é entretenimento de primeira. Belas atuações (a voz de Hugo Weaving é sensacinal, Natalie Portman, além de linda é talentosa!), boas cenas de ação e diálogos ágeis, tornam V de Vingança mais um trunfo de Joel Silver e dos irmãos Wachowski(mesmos produtores de Matrix).
Clique no título e confira ao trailer.

sábado, agosto 26, 2006

ERAGON O FILME


Eragon - O primeiro da trilogia da Herança

Infelizmente não é um dos filmes mais esperados do ano, porquê a sua divulgação está sendo mal feita. Mas pra quem já leu o grande livro de Christhopher Paolini espera essa adaptação ansiosamente.


Contando a história do cavaleiro de dragões Eragon, o filme promete ser uma das melhores surpresas do ano. Um elenco estelar acompanha o estreante Edward Speelers, que vai fazer o papel principal. Jeremy Irons irá interpretar o mentor de Eragon, o contador de histórias Brom que tem muitos segrados durante a jornada. Djimon Hounsou será o guardião Ajihad que ajuda Eragon em sua aventura. Ainda terão os experientes Jonh Malkovich como o vilão Galbatorix e o inglês Robert Carlyle interpretando o maligno Durza, o Espectro.

Mas a grande atração será o dragão Safira. A personagem certamente é uma das mais curiosas do livro. Grande companheira de Eragon, a guerreira participa ativamente de todas as ações de seu dono. Feita toda em CGI o dragão será feito pela Industrial Light & Magic. Fato curioso é que o diretor do filme, será o coordenador de efeito especiais por trás dos filmes, Resgate do Soldado Ryan, Desventuras em Série, entre outros. Stefen Fangmeier fará sua estréia na direção.

Apesar do grande elenco o filme ainda gera desconfiança. O último filme de fantasia que Jeremy Irons fez foi simplismente uma desgraça. Dungeons and Dragons foi um dos piores filmes que eu já vi. Tomara que não aconteça o mesmo com Eragon, que pelo grande livro em que é baseado, merce um ótimo longa metragem.

Dia 15 de dezembro o filme estréia em nos EUA. Não irá demorar muito para chegar por aqui (29 de dezembro), e poderemos conferir as aventuras do mais novo épico de fantasia da Fox 2000 Pictures. Clique na figura e confira um teaser do filme.