sexta-feira, fevereiro 09, 2007

À Procura da Felicidade



Num é esse balaio de gato todo, mas é bom sim.








À Procura da Felicidade (The Persuit for Happyness, 2006) * * *






Tem uns filmes que de tanto falarem a gente pensa que vai ser o melhor filme do ano. Isso acontece com "À Procura da Felicidade". Sim, Will Smith está bem no papel(para o Oscar? Não) ; mas ele já fez melhores trabalhos ("Ali", esse sim para Oscar). O filho de Smith dá um show no longa e mostra que já aos 7 anos esbanja talento. Enfim, vamos à estória: Chris Gardner é um homem que vive sempre nos perrengues. Apesar de inteligente e prestativo o cara não consegue se dar bem na vida. Investe num aparelho que parec que daria muito lucro, mas não dá nada certo. Essa vida ele leva junto com sua mulher Linda (Thandie Newton, o único personagem mal interpretado do filme, muito exagerada) e seu filho Christopher.

O filme é muito bem conduzido, boa trilha sonora e sem diálogos chatos. Tudo na medida para emocionar o espectador. Will Smith cumpre muito bem o seu papel. Sem ser melodramático ou exagerado, ele acha o limite certo para encarnar Chris Gardner; mais uma prova de que ele não é somente um ator de comédia. A surpresa fica por conta do estreante Jaden Christopher Syre Smith, filho de Will e Jada Pinked Smith, Jaden se comporta muito bem no seu papel. Uma criança esperta mas que num chega a ser um "crânio", como costuma acontecer em filmes desse porte. é um filme simples e que agrada, dificilmente você saíra do cinema decepcionado, ainda mais depois da emocionante última cena de Will no escritório. Não espere nada de extraordinário, assim saíra mais feliz ainda.


Rocky Balboa

- A volta por cima de Stallone, ou melhor de Rocky; aliás, tanto faz! -




Rocky Balboa (Rocky IV, 2006) * * * * ST'ART RECOMENDA




Quem nunca escutou a música tema do clássico "Rocky, Um Lutador"? Como não se empolgar com Balboa treinando pelas ruas da Filadélfia? Impossível. Em 1976 nascia um dos maiores símbolos de Hollywood, Rocky Balboa. Interpretado perfeitamente pelo ainda desconhecido Sylvester Stallone, o boxeador conquistou o coração de milhares de pessoa com seu jeito peculiar e apaixonado que mostrava na tela. E depois de 31 anos o personagem volta as telas, para o que parece ser sua última empreitada no cinema, com o sexto filme, Rocky Balboa. A desconfiança que envolvia esse projeto era enorme. Pelos altos e baixos(muitos baixos) que a carreira que Stallone passava e o fato de pertencer a ele a direção do filme. Se não fosse tão esperado, receoso e conhecido o filme não seria tão bom.


"Aposentado e solitário, Rocky Balboa decide voltar aos ringues para disputar lutas menores na Filadélfia. Mas quando ele é desafiado pelo atual campeão mundial peso-pesado, seu retorno chama a atenção da mídia." Essa é uma breve sinopse do que você vai encontrar quando for assitir ao filme. Mas não se resume somente a isso o novo filme de Stallone. Os conflitos internos(leia-se Adrien e o próprio Rocky) e externos(leia-se Rocky Jr.) são as bases para a volta por cima do lutador. Muito mais lento e denso do que os outros filmes da série, Rocky Balboa nos paresenta um lutador muito mais amargurado e que não vive em plena alegria como vivia quando estava com Adrien ou com seu filho. A distância do ringue o deixa mais cabisbaixo ainda. É aí que Stallone nos mostra o quanto é competente no seu trabalho. Sem exageros e explosivo quando necessita, o ator nos faz reviver os seus tempos gloriosos com o "Italian Stallion" e as lutas com Apollo e Drago. A simplicidade não está comente nas atuações- que por sinal são boas de todo o elenco- mas também na direção. A condução do filme se fosse um pouco mais rápida daria maior dinâmica ao longa. Cenários modestos e sempre retratando a realidade do cotidiano de Rocky e a contraposição com o glamour da vida de Mason Dixon, o campeão mundial.


Acrescente a isso uma bela dose da trilha impressionante de Bill Conti (que a modificou perfeitamente), saudosos flashbacks e a nostalgia de nos encontrarmos novamente com esse personagem lendário, Stallone nos proporciona entretenimento de primeira qualidade.

segunda-feira, janeiro 01, 2007

O Amor Não Tira Férias


- Tanta gente famosa no cartaz, mas quem rouba a cena não é nenhum deles. -


O Amor Não Tira Férias (The Holiday, 2006) * * *



É você olhar para o cartaz do filme, e saber que se trata de mais uma comédia romântica. Quase impossível disso não ocorrer. "O Amor Não Tira Férias" conta paralelamente as histórias de Íris(Kate Winslet) e Amanda(Cameron Diaz), que desiludidas no "setor amoroso" procuram novos horizontes e acabam fazendo um intercâmbio de moradia. Amanda se muda para a Inglaterra e conhece Graham(Jude Law) e Íris quando chega em L.A. se encontra com Miles(Jack Black) . O decorrer dessa história todos já sabem. Com uma metalinguagem sempre presnet em cena, pois muitos personagens trabalham no ramo do cinema, a diretora Nancy Meyers faz homenagens e referências à grandes clássicos, principalmente às trilhas sonoras. A química está presente na tela com os dois casais que protagonizam o filme, mas com o andar da carroagem vemos que a história tende falar mais sobre o par Diaz e Law. Uma pena, pois apesar de Law ser muito talentoso, o mesmo não acontece com Cameron Diaz. Jack Black com sua simpatia habitual e Kate Winslet na mesma competência de sempre, fazem uma boa dupla. Mas é Eli Wallach que rouba cena. Contracenando com Kate quase o filme todo, o senhor de idade mostra que passam-se anos e anos e o talento continua o mesmo. A longa duração do filme é um defeito incomum em filmes desse estilo, mas acontece aqui, e prejudica a projeção. Mas no fim das contas é difícil não sair pelo menos descontraído depois de uma sessão de "O Amor Não Tira Férias". Bom elenco, estória interessante e ótima trilha sonora fazem desse romance uma boa pedida para essa época de férias.

Eragon


- Pressa e inexperiência fazem de Eragon uma grande decepção nas telonas. -
Eragon (Eragon, 2006) * *
Antes de qualquer coisa, gostaria de esclarecer que o humilde
crítico que vos escreve já leu a obra de Christhopher Paolini e gosta bastante do livro.


Aos 17 anos de idade Christhopher Paolini escreveu o épico Eragon. Primeira parte de uma trilogia denominada "Trilogia da Herança"(o segundo livro acaba de ser lançado 'Eldest' ne o terceiro ainda está sendo finalizado pelo autor), o jovem parecia ser um prodígio da literatura. Desbancando grandes títulos da liderança do ranking dos mais vendidos, por exemplo Harry Potter. Vendo o sucesso que era o livro, os agentes da Fox foram rápidos e compraram os direitos para uma adaptação para o cinema. E agora, no fim de 2006 estréia o longa metragem "Eragon". A história do livro conta a trajetória do jovem que dá nome à obra, que encontra uma pedra numa floresta perto do seu vilarejo. Mais tarde descobre que aquilo não é somente uma pedra, mas sim um ovo de dragão e que ele agora carrega nas costas o fardo de decidir o destino de sua terra; pois os cavaleiros de dragões são a única esperança de livrar Alagaësia das mãos do temível Galbatorix. Sim, a história é batida e utiliza de muitos clichês adotados de histórias como, Senhor dos Anéis e Star Wars. Mas não foi a originalidade que fez de Eragon um livro famoso, e sim a forma como foi escrito, e o cuidado do autor com a composição de seus personagens. A ligação muito próxima e bonita entre Eragon e Saphira(o dragão), o misterioso Brom, o delicadíssimo e possível romance entre Eragon e Arya, a história misteriosa dos Cavaleiros de Dragão e muitas outras coisas. O fracasso do filme está situado aí. Sem qualquer preocupação com a identificação do público com o personagem título e seu dragão (ou qualquer outro personagem) o diretor, Stephen Fangmeier, perde o mairo trunfo do livro. Antigo diretor de efeitos especiais, Fangmeier mostra que realmente sabe mexer com a arte digital. A composição de Saphira é simplismente impecável e merecedora de muitos prêmios. Porém isso está longe de salvar o filme. Os atores que compõem o elenco são talentosos, até mesmo o estreante Edward Speelers, que acompanha renomados atores como, Jeremy Irons (pouco tempo em cena), Jonh Malkovic (péssimo como Galbatorix), Djimon Houson (até que se salva) e Garret Hedlund( bem como Murtagh). A inexperiência do diretor faz com que fique perceptível em cena, a pressa do filme em chegar logo na batalha final. Saphira cresce muito rápido, Eragon aprende tudo muito rápido e se contenta muito rápido. É uma pena que um livro com tanto potencial tenha sido posto nas mãos dessa equipe de produção. Pois apesar de juvenil o livro é interessante e merecia uma adaptação digna. Se conseguir se pagar e produzirem o segundo filme, esperamos que tenham aprendido com os inúmeros erros. Enquanto isso, vá ler o livro, muito mais interessante do que o filme; com certeza.

007 Cassino Royale


- THE name is Bond. James Bond. -



007 Cassino Royale (007 Cassino Royale, 2006) * * * * ST'ART RECOMENDA


Depois da imagem desgastada de Pierce Brosnan como o Agente da Coroa, chegou a hora de renovar a série do espião mais famoso de todos os tempos. Em Cassino Royale, o diretor Martin Campbell deixa de lado a pirotecnia que marcou os últimos filmes de 007 e nos apresenta um homem mais rude e corajoso, um verdadeiro agente secreto. A reformulação da série começa pela estória. Contando a primeira missão de Bond, o filme parte numa missão situada em Madagascar; proposital para a captura de um famoso terrorista, Le Chiffre. Muitas reviravoltas, sequências de ação, mortes e carros estão presentes ao longo do filme. O maior trunfo do filme é sem dúvida a escalação do protagonista. Daniel Craig encarna o personagem com uma maestria não vista desde Sean Connery. Forte, charmoso e com muita presença o ator dá um ar de imponência ao agente, que poucas vezes foi vista nas telas do cinema. As alucinantes sequências de ação (especialmente a primeira) são outro trunfo do longa, que dá uma cara nova a série. A direção competente de Martin Campbell misturada às boas atuações presentes no filme, o tornam um dos melhores filmes de ação do ano, se não o melhor. Mas o final prolongado e enfadonho, fazem o espectador sair com uma certo cansaço da sala de cinema, mas nada que atrapalhe a diversão. A última rase do filme faz o espectador ficar esperançoso por mais grandes filmes como esse; é parece que Bond voltou a velha forma.