sexta-feira, julho 13, 2007

Ratatouille


- A Disney/Pixar nos oferece mais um prato cheio nesse novo filme recheado de carisma e irreverência -






Ratatouille (Ratatouille, 2007) * * * * ST'ART RECOMENDA





Desde seu primeiro trabalho a Pixar vem nos surpreendendo. São personagens carismáticos, histórias fascinantes e uma brilhante equipe técnica por trás de tudo isso. A meu ver, o único filme que destoa em termos de qualidade dos demais é "Carros", mas não o suficiente para a Pixar deixar de ser uma das empresas mais competentes do ramo cinematográfico. Chega agora aos cinemas a história de Remy, um rato que sonha em ser um chef, assim como seu ídolo Auguste Gusteau que tinha como lema : "Qualquer um pode cozinhar". Após se separar acidentalmente de sua família, Remy vai parar em Paris e logo no local do restaurante do seu falecido ídolo. Lá ele conhece Linguini e juntos começam uma parceria dentro da cozinha do Gusteau's.

Não é preciso comentar sobre a parte técnica do filme que é simplismente impecável. Os vegetais e os outros alimentos são retratados da melhor maneira possível e de forma extremamente realista. Os movimentos dos ratos e de Linguini sendo controlado por Rmy são de cair o queixo. Ainda somos privilegiados com uma impressionante recomposição de Paris nos mínimos detalhes.

A história do filme não é das mais originais, é verdade, mas nem por isso que deixa de ser surpreendente. Os contornos que a trama produz deixam o espectador sempre atento com o que vai acontecer. Como é de costume nos filmes da Pixar um teor mais adulto está por trás do filme, que consegue agradar a crianças e adultos(creio que mais a adultos). A falta de um humor ininterrupto, presente em filmes como Toy Story e Vida de Inseto, não fazem de Ratatouille um filme mais fraco e sim diferente. A falta desse humor é suprida pelos diálogos e discussões entre a colônia de ratos e as colocações do crítico gastronômico Anton Egô. Isso é comprovado com o ato final, no momento em que o diretor Brad Bird (Os Incríveis) põe em cheque o trabalho dos críticos dizendo que é relativamente fácil exercer tal profissão. O difícil é apostar e descobrir uma obra de arte. Bird facilitou a nossa vida e nos entregou esse belo exemplar, Ratatouille.

sábado, maio 19, 2007

Homem Aranha 3


- Completa a trilogia com competência -






Homem Aranha 3 (Spider-Man 3, 2007) * * *








São poucas as sequências que conseguem manter a atenção do público na mesma intensidade a cada nova empreitada. A trilogia do Homem Aranha conseguiu fazer isso como poucas outras sequências. E além de manter a atenção do público, manteve a qualidade em cada filme. Apesar de "Homem Aranha 3" não conseguir superar seu antecessor, mantêm seguramente a qualidade da franquia. Diferentemente dos outros filmes, nessa situação, o Homem Aranha já é conhecido e adorado por todos em sua cidade; fazem até mesmo uma festa por causa de mais um salvamento do "cabeça-de-teia". É em volta a todo esse sucesso que o diretor Sam Raimi explora mais um conflito interior de Peter Parker/Homem Aranha(Tobey Maguire). Nutrindo uma soberba pouco comum a sua pessoa, Parker começa a mudar e isso é ajudado pela chegada de um simbionte de se apodera de seu traje vermelho e azul, o deixando completamente negro. O traje aflora toda a violência e espírito vingativo dentro do nosso herói. Os vilões também têm seus conflitos e motivos para cometerem as suas atrocidades; encarnados por Topher Grace(Venom), James Franco(Duende Maligno) e Thomas Haden Church(Homem Areia) mostram que o que separa heróis de vilões, são escolhas e circunstâncias. O grande defeito do filme está centrado no roteiro que falha ao querer entrelaçar tantas tramas e manter a coêrencia (os 'furos' são muitos). Apesar disso as questões do Aranha são bem resolvidas e entendidas com facilidade pelo público. As atuações são já conhecidas e muito bem trabalhadas. Destaque para Tobey Maguire que interpreta de maneira excelente o nerd Peter Parker, simpatizando o espectador desde e o primeiro instante(adendo também a performance impressionante de J.K. Simmons como o editor do Clarim). Os efeitos especiais do filme são um show à parte. Divulgado como o filme mais caro da história(260 milhões de dólares), pode-se constatar que nada foi gasto em vão. A perfeição dos efeitos visuais e sonoros é impressionante. O Homem Areia é perfeitamente composto pela equipe técnica que não o deixa duvidar nem sequer um minuto da qualidade do filme.


Confesso que me divertir muito durante a projeção; a mescla de drama, aventura, suspense e comédia que Sam Raimi aplica nos filmes do Aranha, fazem dele um diretor bem peculiar que conseguiu agradar a muitos fãs e cinéfilos com essa adaptação. Não fosse pelo excesso de tramas contidos no longa, com certeza poderia ser o melhor deles(pra mim ainda é o segundo). Mas não deixa a desejar mesmo, um grande filme que vale cada centavo do ingresso. Vá ao cinema mais próximo e se divirta muito!

sábado, abril 07, 2007

Letra e Música



- Apesar de sabermos o que irá acontecer, é difícil não se divertir com o filme -







Letra e Música (Lyrics and Music, 2007) * * *






Sou suspeito para falar de musicais pois sou grande do gênero. Qualquer que seja o filme, sendo minimamente bem feito e com boas músicas, dificilmente não irei gostar do filme. Quando assisti à "The Wonders- O Sonho Não Acabou" adorei as músicas e o filme, fiquei também na esperança de um novo filme daqueles mesmos compositores. Quando vi o cartaz de Letra e Música achei que seria uma comédia romântica como outra qualquer, mas quando soube que teria músicas escritas pelos mesmos compositores do filme "The Wonders" sabia que viria coisa boa. E não deu outra, as músicas do filme ficam na cabeça, têm ritmo envolvente e deixam o espectador com vontade de escuta-las a todo momento. Contando a estória de Alex Flecther- Hugh Grant-, ex-integrante de uma boy band chamada "PoP"( a melhor música e coreografia do filme é do filme pertence a eles, 'Pop Goes My Heart') que fez muito sucesso na década de 80. Hoje ele vive dando shows em hotéis e tem sua grande chance quando uma grande artista o contrata para fazer uma música para seu novo CD. Com a ajuda de Sophie(Drew Barrymore) Alex tenta compôs uma música no prazo de pouquíssimos dias. O filme é recheado de boas atuações, mas o charme e o talento de Grant se destaca, mostrando o grande ator que é. A trama do filme é batida e tem um desfecho conhecido por todos que irão assistir, mas o diferencial são as músicas que deixam o filme muito mais interessante e divertido. Pode ir ao cinema, você não vai se arrepender.

O Atirador



- Não fede, nem cheira... -







O Atirador (The Shooter, 2007) * *







Desde que filmou "Dia de Treinamento" Antoine Fuqua nunca mais fez um filme digno de seu talento. E com "O Atirador" ele continua nesse dilema. Protagonizado por Mark Walbergh, o filme conta a história de Bob Lee, fuzileiro que depois de alguns anos afastado do trabalho é reacionado. Com boas cenas de ação e uma montagem segura o filme não se torna enfadonho ou chato durante a projeção, mas também não oferece muita coisa nova. O ponto forte do filme está nas severas críticas ao governo norte-americano, a politicagem e a constante troca de favores que acontece no mundo político. Tirando isso é um simples filme de ação e que parece que vai terminar de um jeito diferente (o que poderia melhorar seu desempenho), mas cái na mesmice e mostra que realmente não veio pra oferecer algo diferente para os espectadores. Depois de uma atuação brilhante em "Os Infiltrados" e uma indicação para o Oscar, Mark Walhberg faz um trabalho mediano e não consegue manter o nível de sua atuação (seria cobrar muito? É, talvez). O filme tenta se equiparar com bons filmes de agentes secretos, mas infelizmente não chega aos pés dos melhores exemplares como Identidade e Supremacia Bourne, Cassino Royale ou até mesmo Missão Impossível.

domingo, abril 01, 2007

300



- "This is SPARTA!!!" -








300 (300, 2007) * * * * ST'ART RECOMENDA








Demorou, demorou bastante mas finalmente chega aos cinemas a adaptação do graphic novel de Frank Miller, "300". Baseando-se na estória dos bravos soldados espartanos que junto com seu rei Leônidas (Gerrard Butler) enfrentam um exército monstruoso do poderoso Xerxes(Rodrigo Santoro). Sem preocupação com a lógica histórica dos eventos, o diretor Zack Snyder(Madrugada dos Mortos) mostra-se muito a vontade na realização do filme. Com uma manipulação de efeitos especiais usados em filmes como Sin City e Capitão Sky e o Mundo de Amanhã, Snyder nos proporciona uma fotografia belíssima, planos e cortes de cena magníficos. A beleza estética do filme já vale o ingresso. Para os mais puristas, um filme com mais apreço histórico e menos preocupado com a estética seria mais divertido ou apropriado; mas é no oposto disso que reside toda a força de "300". Protagonizado por um inspiradíssimo escocês Gerard Butler(O Fantasma da Ópera), o filme nos leva a curtir e se divertir bastante somente com a s lutas bem estilisadas, as frases de efeito empolgantes e a bravura inabalável dos espartanos. O brasileiro Rodrigo Santoro participa pela primeira vez de uma superprodução como um personagem principal, o imperador persa Xerxes. Com seu físico e voz alterados digitalmente, Santoro se transforma num gigante, dono de um exército enorme e prestes a dizimar poucos espartanos. Apesar de aparecer poucas vezes em cena, o ator brasileiro passa bem pelo filme todo e cumpre bem o seu papel. No fim das contas, veremos o primeiro sucesso de bilheterias de um ano que promete ter disputas acirradas (Homem Aranha 3, Harry Potter 5, Quarteto Fantástico 2 e por aí vai). Se todos os outros que vierem tiverem tanta qualidade quanto 300, pode ter certeza que vamos viver um ano com bastante motivos para ir ao cinema e assitir a ótimos filmes.