sábado, abril 07, 2007

Letra e Música



- Apesar de sabermos o que irá acontecer, é difícil não se divertir com o filme -







Letra e Música (Lyrics and Music, 2007) * * *






Sou suspeito para falar de musicais pois sou grande do gênero. Qualquer que seja o filme, sendo minimamente bem feito e com boas músicas, dificilmente não irei gostar do filme. Quando assisti à "The Wonders- O Sonho Não Acabou" adorei as músicas e o filme, fiquei também na esperança de um novo filme daqueles mesmos compositores. Quando vi o cartaz de Letra e Música achei que seria uma comédia romântica como outra qualquer, mas quando soube que teria músicas escritas pelos mesmos compositores do filme "The Wonders" sabia que viria coisa boa. E não deu outra, as músicas do filme ficam na cabeça, têm ritmo envolvente e deixam o espectador com vontade de escuta-las a todo momento. Contando a estória de Alex Flecther- Hugh Grant-, ex-integrante de uma boy band chamada "PoP"( a melhor música e coreografia do filme é do filme pertence a eles, 'Pop Goes My Heart') que fez muito sucesso na década de 80. Hoje ele vive dando shows em hotéis e tem sua grande chance quando uma grande artista o contrata para fazer uma música para seu novo CD. Com a ajuda de Sophie(Drew Barrymore) Alex tenta compôs uma música no prazo de pouquíssimos dias. O filme é recheado de boas atuações, mas o charme e o talento de Grant se destaca, mostrando o grande ator que é. A trama do filme é batida e tem um desfecho conhecido por todos que irão assistir, mas o diferencial são as músicas que deixam o filme muito mais interessante e divertido. Pode ir ao cinema, você não vai se arrepender.

O Atirador



- Não fede, nem cheira... -







O Atirador (The Shooter, 2007) * *







Desde que filmou "Dia de Treinamento" Antoine Fuqua nunca mais fez um filme digno de seu talento. E com "O Atirador" ele continua nesse dilema. Protagonizado por Mark Walbergh, o filme conta a história de Bob Lee, fuzileiro que depois de alguns anos afastado do trabalho é reacionado. Com boas cenas de ação e uma montagem segura o filme não se torna enfadonho ou chato durante a projeção, mas também não oferece muita coisa nova. O ponto forte do filme está nas severas críticas ao governo norte-americano, a politicagem e a constante troca de favores que acontece no mundo político. Tirando isso é um simples filme de ação e que parece que vai terminar de um jeito diferente (o que poderia melhorar seu desempenho), mas cái na mesmice e mostra que realmente não veio pra oferecer algo diferente para os espectadores. Depois de uma atuação brilhante em "Os Infiltrados" e uma indicação para o Oscar, Mark Walhberg faz um trabalho mediano e não consegue manter o nível de sua atuação (seria cobrar muito? É, talvez). O filme tenta se equiparar com bons filmes de agentes secretos, mas infelizmente não chega aos pés dos melhores exemplares como Identidade e Supremacia Bourne, Cassino Royale ou até mesmo Missão Impossível.

domingo, abril 01, 2007

300



- "This is SPARTA!!!" -








300 (300, 2007) * * * * ST'ART RECOMENDA








Demorou, demorou bastante mas finalmente chega aos cinemas a adaptação do graphic novel de Frank Miller, "300". Baseando-se na estória dos bravos soldados espartanos que junto com seu rei Leônidas (Gerrard Butler) enfrentam um exército monstruoso do poderoso Xerxes(Rodrigo Santoro). Sem preocupação com a lógica histórica dos eventos, o diretor Zack Snyder(Madrugada dos Mortos) mostra-se muito a vontade na realização do filme. Com uma manipulação de efeitos especiais usados em filmes como Sin City e Capitão Sky e o Mundo de Amanhã, Snyder nos proporciona uma fotografia belíssima, planos e cortes de cena magníficos. A beleza estética do filme já vale o ingresso. Para os mais puristas, um filme com mais apreço histórico e menos preocupado com a estética seria mais divertido ou apropriado; mas é no oposto disso que reside toda a força de "300". Protagonizado por um inspiradíssimo escocês Gerard Butler(O Fantasma da Ópera), o filme nos leva a curtir e se divertir bastante somente com a s lutas bem estilisadas, as frases de efeito empolgantes e a bravura inabalável dos espartanos. O brasileiro Rodrigo Santoro participa pela primeira vez de uma superprodução como um personagem principal, o imperador persa Xerxes. Com seu físico e voz alterados digitalmente, Santoro se transforma num gigante, dono de um exército enorme e prestes a dizimar poucos espartanos. Apesar de aparecer poucas vezes em cena, o ator brasileiro passa bem pelo filme todo e cumpre bem o seu papel. No fim das contas, veremos o primeiro sucesso de bilheterias de um ano que promete ter disputas acirradas (Homem Aranha 3, Harry Potter 5, Quarteto Fantástico 2 e por aí vai). Se todos os outros que vierem tiverem tanta qualidade quanto 300, pode ter certeza que vamos viver um ano com bastante motivos para ir ao cinema e assitir a ótimos filmes.




sábado, fevereiro 10, 2007

Déjà Vu




- E Tony Scott fez um bom trabalho... -








Dèjá Vu (Dèjá Vu, 2006) * * *







Ao assitir o trailer de Dèjá Vu fui tomado por uma série de expectativas. A presença de tantos nomes famosos na equipe , me fez esperar um grande filme. Jerry Bruckheimer, Denzel Washington(Chamas da Vingança), Val Kilmer(Spartan) e James Caviezel(Paixão de Cristo) foram alguns dos grandes nomes que chamaram minha atenção; de uma forma positiva. E por fim veio o nome do diretor: Tony Scott. Alguns projetos desse diretor agradaram de certa forma, mas nunca foi unanimidade. O seu último e péssimo filme, Domino- Caçadora de Recompensas, foi o que me fez temer pela qualidade de Dèjá Vu. Mas me enganei, ainda bem.





"Chamado para recuperar provas após a explosão cataclísmica de uma bomba em uma balsa de Nova Orleans, o Agente Carlin está prestes a descobrir que aquilo que a maioria das pessoas acredita que esteja só na mente delas é, na verdade, algo bem mais poderoso - e isso o levará em uma corrida de manipulação da mente para salvar centenas de pessoas inocentes". A partir daí podem-se imaginar várias possobilidades para a trama, mas a que acontece é a seguinte: um orgão espião do governo dos EUA, tem um aparelho capaz de detectar o que aconteceu até 4 dias antes de qualquer acontecimento, em qualquer lugar do planeta. Se você já assistiu ao excelente Minority Report, identificará algumas semelhanças com relação ao uso do aparelho (tendo a diferença que um é usado para o passado e outro para o futuro). Todo o funcionamento do aparelho é explicado detalhadamente durante a projeção, algo que em alguns momentos torna o filme enfadonho. Porém com uma explicação mais próxima da realidade possível, o filme nos faz acreditar que aquilo é possível. E além de um filme sci-fi, Dèjá Vu é também um filme de ação. Perseguições(uma fantástica na ponte), explosões, tiros e muita investigação também estão presentes. As atuações são todas regulares e nenhuma chega a comprometer (apesar de que já estou enjoando da cara de Denzel Washington como policial). E para minha grande supresa, a boa direção de Tony Scott é o ponto alto do filme. Uma montagem rápida, porém na medida(nos filmes anteriores sempre havia um exagero ou outro), Scott consegue imprimir um bom ritmo e envolver o espectador durante toda a sessão.


Com um assunto interessante(viagem no tempo) e uma boa realização, o filme agradará a maioria dos espectadores. Mas agradará mais ainda aqueles que tiverem paciência e apreço pelas leis da física que são muito citadas no decorrer do filme.

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

À Procura da Felicidade



Num é esse balaio de gato todo, mas é bom sim.








À Procura da Felicidade (The Persuit for Happyness, 2006) * * *






Tem uns filmes que de tanto falarem a gente pensa que vai ser o melhor filme do ano. Isso acontece com "À Procura da Felicidade". Sim, Will Smith está bem no papel(para o Oscar? Não) ; mas ele já fez melhores trabalhos ("Ali", esse sim para Oscar). O filho de Smith dá um show no longa e mostra que já aos 7 anos esbanja talento. Enfim, vamos à estória: Chris Gardner é um homem que vive sempre nos perrengues. Apesar de inteligente e prestativo o cara não consegue se dar bem na vida. Investe num aparelho que parec que daria muito lucro, mas não dá nada certo. Essa vida ele leva junto com sua mulher Linda (Thandie Newton, o único personagem mal interpretado do filme, muito exagerada) e seu filho Christopher.

O filme é muito bem conduzido, boa trilha sonora e sem diálogos chatos. Tudo na medida para emocionar o espectador. Will Smith cumpre muito bem o seu papel. Sem ser melodramático ou exagerado, ele acha o limite certo para encarnar Chris Gardner; mais uma prova de que ele não é somente um ator de comédia. A surpresa fica por conta do estreante Jaden Christopher Syre Smith, filho de Will e Jada Pinked Smith, Jaden se comporta muito bem no seu papel. Uma criança esperta mas que num chega a ser um "crânio", como costuma acontecer em filmes desse porte. é um filme simples e que agrada, dificilmente você saíra do cinema decepcionado, ainda mais depois da emocionante última cena de Will no escritório. Não espere nada de extraordinário, assim saíra mais feliz ainda.